Crédito para consumo chegará a R$ 600 bi

Ernani Fagundes – DCI

SÃO PAULO – Na previsão mais modesta para o próximo ano, crédito para pessoa física com recursos livres deve crescer 15% em 2011 e atingir R$ 600 bilhões. “Como será o início de um novo governo, sempre há algumas incertezas nos primeiros meses: a projeção de 15% de crescimento segue essa cautela”, declarou o presidente da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Adalberto Savioli, em evento do setor realizado ontem em São Paulo.

Segundo o presidente da Acrefi, o segmento de crédito parapessoas físicas deve fechar o ano de 2010 com crescimento de 20% em relação a 2009. “O volume de crédito continua crescendo e o aumento do número de pessoas com carteira assinada mostra o bom momento da economia”, avaliou Savioli.

De fato, de acordo com o último relatório de Operações de Crédito do Banco Central, o crédito para pessoas físicas com recursos livres atingiu R$ 519, 93 bilhões ao final de agosto, com crescimento de 17,1% em 12 meses.

“Cerca de 80% desse volume é oferecido pelos 4 principais bancos [Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Caixa] e as demais financeiras dividem a outra fatia de financiamento”, calculou.

Para efeito de cálculo, excluindo-se os 4 principais concorrentes, as outras 70 financeiras associadas à Acrefi dividiriam um volume de recursos concedidos da ordem de R$ 100 bilhões em diversas modalidades: crédito consignado, financiamento de veículos e financiamento de bens de consumo em lojas de varejo.

O segmento de atuação das financeiras está preocupado com a estabilização da queda da inadimplência ocorrida no mês de setembro, conforme apontou estudo da Serasa Experian. “Nossa previsão é de que a inadimplência se estabilize em 6,3% no mês de novembro”, prevê Savioli.

O presidente da Serasa Experian, Ricardo Loureiro, apontou a preocupação com um provável aumento da inadimplência no próximo ano. “A taxa brasileira ainda é muito elevada em comparação com a de outros países”, ressaltou Loureiro.

O diretor de Credit Services da Serasa Experian, Laércio de Oliveira Pinto, levantou a bandeira da Acrefi pela aprovação do Cadastro Positivo, atualmente parado no Congresso Nacional por causa das eleições. “A aprovação do Cadastro Positivo na próxima legislatura pode provocar a queda da inadimplência em 45%, para 3,4% dos contratos”, estimou Oliveira Pinto.

O presidente da Acrefi destacou que 47,7 milhões de brasileiros estão endividados e 24% das pessoas têm algum tipo de pagamento atrasado. “Com o aumento do crédito, os bancos vão emprestar cada vez mais, aumentando a preocupação com a inadimplência”, apontou Savioli.

Ele citou dados: a inadimplência em crédito consignado ficou em 4,4% e de financiamento de veículos em 3,8% em agosto.

Durante o debate sobre cobrança e recuperação de crédito, a BV Financeira, que controla R$ 46 bilhões em financiamentos, citou que teve problemas com a carteira de automóveis usados no auge da crise.

Outra instituição, o Banco Sofisa alertou a que o crescimento do crédito imobiliário pode comprometer parte dos pagamentos dos clientes com as financeiras. “O Cadastro Positivo será útil para compartilhar informações sobre a capacidade de pagamento dos clientes, pois a concessão de crédito bem feita gera menos inadimplência”, argumentou o vice-presidente do Banco Sofisa, José Renato Simão Borges.

O VP do Banco Sofisa contou que espera pelo menos um projeto para compartilhar o endereço e a localização dos clientes para agilizar a cobrança e a recuperação do crédito. “Os carros recuperados são vendidos com 80% de valor de mercado em leião, e temos condições de obter até 90% do valor de mercado do bem”, vislumbrou Borges.

Ele mantém uma visão otimista para os próximos anos. “A população bancarizada deve saltar de 30% para 60% em 10 anos, o que oferece um potencial de 50 milhões de novos clientes no mercado”, aponta Borges.

O VP do Banco Sofisa argumentou que a taxa de desemprego continua em queda, caminhando para 7% e que o comprometimento dos salários com prestações está em 17,7% do orçamento familiar.

“Houve uma migração de 5% das pessoas de classe D e E para a classe C nos últimos doze meses: são 10 milhões de novos consumidores com capacidade de crédito”, calculou Borges.

O diretor de Crédito das Casas Bahia, Paulo Santos, diz que sua instituição segue a fidelização do cliente na recuperação do crédito. “O nosso nível de fidelização de clientes é de 91%. Trabalhamos na base da loja para fazer novas vendas”, afirmou Santos.

O crédito para pessoa física deve crescer 15% em 2011, e atingir, nos bancos, um saldo em carteira de R$ 600 bilhões. Essa é a projeção feita pelo presidente da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Adalberto Savioli. O executivo espera também que o crédito represente 50% do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano. Ele aposta no aumento no nível de renda e de criação de empregos formais registrados este ano para fomentar o mercado de crédito em 2011.

 

DENIWAY CRÉDITO

 

 

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A Deniway Crédito é Correspondente da  BV Financeira

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